this I won’t forget

enfrentando o moby dick das traduções, não consigo pensar em mais nada a não ser em tudo. confiro as estatísticas da tradução de quinze em quinze minutos. começo a rezar. não sei quando é que deixamos de acreditar no divino, mas a minha mãe ainda acredita. ela coloca as coisas de uma forma simples: divino é aquilo que não conseguimos explicar, aquela forcinha extra, o amor. minha mãe já viu tantas coisas e ainda não deixou de acreditar. talvez o divino seja isso. o salinger chama “senhora gorda” ao divino e eu penso muitas vezes na senhora gorda, mais do que em deus propriamente. mas se não há divino, como explicar que na semana passada enquanto eu sobrevoava o céu rosado de paris o shuffle fez a joanna newsom cantar nos meus ouvidos: “when the sky goes pink in paris, france, do you think of the girl who used to dance when you’d frame her moving within your hands saying ‘this I won’t forget’“?

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