of being a woman vol. 02

Oddný Eir

Björk: I was really curious, after you heard my new album for the first time last night, how you felt its themes might mirror your new book?   

Oddný Eir: Similar desires and challenges appear in your lyrics and in my book, for sure. It has a lot to do with trust. Devotion and trust. I really felt my last three books were nurtured by our discussions over the years. Because we haven’t just been chatting about boys – well, that as well (laughs) – but we started at the moment of the financial crisis in Iceland and somehow I feel like we were in a personal crisis, as well. We were dealing with our relationships and we really wanted to make things right. So I made a diagram, just for fun, to visualise some of these dualities and the urge to overcome them.

Björk &  Oddný Eir, Dazed Digital

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Jessa tattooed me; “Negative Impact on Public Health,” quoted from the 9th circuit’s decision to uphold Measure B. The catalyst for both my politics and my writing, under my skin. I think it’s important to remember—how I felt reading that ruling, that to parts of the world I and all sex workers will always be reduced to inhuman vectors of disease and societal ill.

Stoya, Graphic Descriptions

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No noticiário, uma jornalista diz que a presidente da República dá trabalho e inventa muita coisa para o seu ministério porque não é casada nem tem filho para cuidar. A invisibilidade da regra aqui está na pressuposição de que existe um modelo a ser seguido, o da mulher dona de casa e mãe, cuja prioridade “normal” deve ser a família e os filhos. O trabalho, mesmo que seja a tarefa de presidir um país, estaria necessariamente em segundo lugar. Não por acaso, os ataques da oposição são xingamentos pessoais. Uma mulher – mesmo que seja presidente da República – está sempre exposta a essa violência por razões de gênero, para usar a expressão jurídica e me referir ao projeto de lei que acaba de tornar a violência contra a mulher um tipo de agravante no direito penal.

Carla Rodrigues, Blog do IMS

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Quando você faz parte de um grupo cisgênero (se identifica com o gênero que lhe foi atribuído no nascimento), você já sai no privilégio; então, é apenas natural ignorar as problemáticas de pessoas que não se encaixam no padrão. Enquanto isso, as estatísticas continuam a indicar que o Brasil segue em primeiro lugar no ranking de assassinatos de travestis e transexuais, que essas pessoas ainda são marginalizadas pelo fato de não conseguirem modificar seu nome sem passar pela justiça, sendo, consequentemente, excluídas de oportunidades de emprego, saúde e moradia.

Marie Declercq, VICE Brasil

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