jano

outro dia li que o mês de janeiro é assim chamado em homenagem à jano, o deus romano da mudança e da tradição; como se fosse possível conjugar as duas coisas em uma só. para tal, caracterizaram o homem com duas faces: uma que olha para trás e outra que olha para frente.

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nos meus últimos dias em são paulo visitei o templo zu lai. fiz uma oferenda ao buda, que segundo a senhora que nos ensinou a fazer a prece, é o nosso espelho. diz ela que se buda encontrou a iluminação todos nós podemos chegar lá. ofereci o meu incenso pedindo para que eu não perca de vista a capacidade de mudança. no fim, trouxe comigo um papelinho com uma imagem do buda de um lado e um “mantra  para extinguir os carmas fixos: AN BO LA MO LIN TUO LIN SUO PO HE” do outro.

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foi bom voltar à lisboa depois de quase dois meses perambulando pelo mundo; inverno & verão. tudo continua mais ou menos igual, pacífico e chuvoso. fui visitar meus lugares de sempre (os patos da gulbenkian cada vez mais ensandecidos), comer as comidinhas do hábito (menu de dois euros e meio da padaria portuguesa); ver o rio, dar um alô para as amigas vigorosa & poderosa. mas nada diz “olá, você está em lisboa no inverno” com mais intensidade do que ter que deixar as roupas úmidas no varal por uma semana inteira porque a chuva não estia.

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