crença

o facto de duas pessoas conversarem sobre o que sentem é quase um milagre, e entra num campo completamente diferente (num campo quase misterioso) daquele que existe, com muito maior objectividade, na conversa acerca de acontecimentos do mundo – fora de cada corpo, portanto.

gonçalo m. tavares, atlas do corpo e da imaginação

4 Respostas para “crença

  1. A solidão não se trata, partilha-se. E sim, é preciso desmembrar o sentimento do outro. :) obrigado por este momento.

  2. Mariana e Martinez, gostei do vosso diálogo.
    A propósito de amor e silêncio, escreve-se em “faleicomaester”: “a Ester diz que se eu não tenho nada para dizer, devo ficar longe dos ouvidos que não têm nada para ouvir. Porque ficar perto em silêncio, é só para quem ama.”
    Também sou crente.

  3. Voltando a este assunto. Nos meus tempos de adolescente, apaixonei-me por uma mulher com uma beleza interior escondida, pouco exposta ao mundo, mas que eu sabia que era de uma dimensão cósmica. Foram precisos quase 10 anos para desmembrar tudo um do outro. Muitas discussões, muitas conquistas. Separamo-nos. Encontramo-nos de novo. Hoje sou o homem mais feliz do universo e ela também. É preciso perder/tirar/ficar vazio, uma quase perca total do outro, uma renúncia do ser, para depois recomeçar tudo de uma forma sem palavras. Tudo animal. Nu e cru. É maravilhoso :)