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Entries from March 2009

Whole Wide World

March 26, 2009 · 1 Comment

Categories: Music
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And everything else

March 24, 2009 · 3 Comments

Agora, me diz, quem foi o infeliz que inventou que o amor não basta? Quem é o autor desta frase descabida, quem teve a pachorra de dizer que não podemos viver de amor, assim, pura e simplesmente? Ninguém precisa se alimentar, trabalhar, atender telefonemas inconvenientes, pagar impostos, ir ao dentista, apertar calças em costureiras, colocar cartas no correio. Vamos só amar e pronto. Vamos acordar quando bem entendermos, vamos usar nossos corpos como alimento, me deixa lamber sua essência da ponta dos seus dedos, me aconchegar no meio da sua pele e pelos, respirar o ar que você expira. Te desperto calmamente todos os dias com beijos nos olhos e carinhos na nuca e você me adormece o corpo exausto todas as noites com afagos nos cabelos. Vamos assistir a vida acontecer através da nossa janela, ouvindo somente o som dessa mistura de formas. O resto do mundo já nem importa mais, importa?

Categories: random

Postcards from anywhere

March 24, 2009 · 1 Comment

santelmo

Foto: Renata Chebel

Beirut – Postcards From Italy

Categories: travelling
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Love street

March 18, 2009 · 1 Comment

Relutou em abrir os olhos, não sabia ao certo onde estava e tinha medo de atestar que acordava mais uma vez nos lençóis duvidosos de um estranho. Um zunido incomodava seus ouvidos, em parte pela britadeira na calçada, em parte pelo excesso de bebida destilada consumida na noite anterior. Uns filetes de luz apontavam partes suas deixadas sem cuidado no chão, calcinha, sutiã, um pé da sandália, perdido, sozinho. Do seu lado, um corpo nu descansava, ressonava baixinho. Tentou se lembrar de como tudo tinha começado, certamente a faísca saiu de mais uma discussão fervorosa sobre as diversas versões  que agastavam sua música predileta. Com a visão turva levantou-se em silêncio, alcançou seus pertences em meio ao tumulto empoeirado do quarto. Não sentiu curiosidade a ponto de deixar um bilhete. Afanou um cigarro de um maço amassado no criado mudo. Não era sua marca, mas era uma boa companhia para o trajeto. Em passos leves encontrou um banheiro, refrescou-se, procurou uma porta de saída e discretamente ganhou a rua. Era cedo, verdureiros recebiam novas mercadorias, um velhinho passeava com seu cão. Acendeu o cigarro e caminhou sem pressa até um café qualquer.

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