Prometo, quando o carnaval acabar eu volto e escrevo. Disseco mais um pedaço desta mente libidinosa, divido tudo em pedacinhos, palavras jogadas aqui e ali ao longo dos próximos meses. Despejo tudo em bloquinhos, cadernos, muitos rascunhos, muitos caracteres. Quando voltar das férias, prometo, sento e escrevo tudo. Transcrevo trechos dos diálogos imaginários, safados, ingênuos, as idéias porcas, as vontades desmedidas. Compartilho todas as histórias de amor, os sexos frustrados, as angústias, os medos, os lutos. Ah, quantos lutos. Tanto luto a ser esmiuçado por aí. E enquanto isso não chega, eu danço.